Siga sua paixão

A minha história de amor com o café começou por acaso e o que era para ser mais um projeto de comunicação para um cliente, se tornou a minha virada de profissão e carreira. Em 2018, recebi um briefing para a criação de uma marca de café e, como eu sempre fiz em planejamento de comunicação, segui minha pesquisa na internet de tendências, novidades e posicionamento de marcas para entender para onde estava caminhando esse mercado.
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Ainda no início do projeto, chamei um amigo que já trabalhava com café naquela época (hoje meu sócio) para um papo e ele sugeriu uma viagem com o cliente para conhecer um cafezal no interior de São Paulo. Fomos para São José do Rio Pardo conhecer a Fazenda Sagrada Família. Após passarmos o dia conhecendo a produção de café, voltamos para a casa da fazenda e à noite voltamos ao terreiro onde o café estava descansando. Estava um frio de aproximadamente 11 graus… tiramos os sapatos, caminhamos sobre o café e ele estava fermentando, senti os meus pés quentes e percebi, naquele momento, que o café estava vivo. Voltei para São Paulo no dia seguinte com uma sensação inusitada e intensa, de algo que eu nunca tinha vivenciado. Ainda trabalhando com comunicação, e frustrado com o mercado de publicidade, eu já estava num processo de encontrar um propósito maior na minha vida e resolvi que iria me aprofundar nesse mercado.
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Passando a vida a limpo
Após algumas frustrações pessoais, profissionais, amorosas e uma grande curiosidade de conhecer o mundo, resolvi que no mesmo ano faria uma viagem sabática para o clichê sudeste asiático. Estudar, ou entender sobre café, seria a apenas uma desculpa para embarcar em um avião com um ticket só de ida e “sem data para voltar”.
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Comecei minha jornada de autoconhecimento rumo ao desconhecido pela Tailândia. Para me desconectar do ocidente resolvi, pela segunda vez, fazer um retiro de silêncio de 10 dias em uma cidade chamada Chiang Mai ao norte da Tailândia. Para minha surpresa a cena de café que a cidade vivia era impressionante. A chamada terceira onda do café, mais artesanal, mais humana e sustentável, se destacava entre templos, monges e turistas do mundo inteiro. Paciência é uma palavra que define a forma como os asiáticos consomem a bebida e se o café aqui no Brasil é forte, amargo e quente, na Ásia o consumo gelado da bebida surpreende nas mais variadas combinações de sabor que vão do salted caramel a um mexican mocca levemente apimentado, como se você estivesse comendo um burrito e tomando um café ao mesmo tempo.
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Um sabático parece férias, mas não é!
Um período sabático é um excelente momento para dar ao corpo e a mente algo novo. Resolvi, então, cruzar a fronteira da Tailândia com a China para estudar café. Passei 3 semanas na cidade de Pu’er em Yunnan, na Torch School Coffee, provando, cuspindo e degustando os cafés mais incríveis da minha vida. Os chineses têm solução para tudo. Da mesma maneira como cultivam o chá, eles torram café do mundo inteiro. Então, o que esperar do café chinês? Uma bebida incrivelmente delicada, naturalmente doce e de baixa acidez.
Por um mundo mais sustentável #NO MORE BAD COFFEE
Ainda na China, parte do meu processo de aprendizagem foi visitar fazendas de café, quando tive contato com um projeto chamado “The Mountain Man”. Esse projeto, liderado pela minha escola, capacitava fazendeiros locais para melhorar a produção de café e tira-los da pobreza. Assim, próximo a Pu’er, a Torch School Lab, mantinha uma espécie de co.working para fazendeiros, oferecendo informação e infraestrutura necessárias para produção de café especial.O café especial, diferente do “commodity”, tem um processo mais humano e dentro desse contexto resolvi dar vida ao conceito NO MORE BAD COFFEE, ou seja: chega de café ruim, dê gosto para o consumidor e para o produtor, pois eles precisam receber o preço justo pelo seu trabalho.
Como é o mundo que você quer viver? Qual é o legado que você quer deixar para as próximas gerações?
Foi na China que o meu amor por café se confirmou e tive o meu primeiro insight sobre a marca e joguei a seguinte questão para os meus atuais sócios: “já imaginou se pudéssemos no Brasil beber café do mundo inteiro? Estou provando grãos tão incríveis que seria fantástico se isso pudesse acontecer Brasil”. Dividi esse pensamento com eles e, literalmente, jogaram gelo no meu café. Disseram: — infelizmente você só vai tomar isso por ai, o Brasil é produtor de café e aqui existe uma “proteção” de mercado!Não desisti! Evoluí no conceito e coloquei na mesa como imaginaria a nossa marca no futuro. Então… “e se tivéssemos um lugar para receber cafés do mundo inteiro?”
Café Hotel, uma marca de café com conceito de hotel.
Numa viagem de volta ao mundo, ficar em hotéis, hostels e guest houses era algo comum, então esse conceito estava fresco na minha cabeça e, se naquele momento eu estava sempre atrás de uma hospedagem, para cafés isso também acontecia, pois em cada lugar que eu passava, fazia questão de pegar um café e colocar na mochila e não arriscar a tomar cafés ruins durante a viagem. A partir desse insight, nasce o Café Hotel! Uma marca com vocação global que pode estar em qualquer lugar e pode ser pronunciada em qualquer idioma. E, já que estamos falando de conceito, o modo como imaginamos isso se materializa no ROOM, onde podemos hospedar grãos, fazendeiros, torradores, causas e marcas.Somos responsáveis por um futuro melhor e marcas podem fazer parte disso. Assim, o Café Hotel / No More Bad Coffee, carregam a visão de mundo de seus sócios, mais humana, sustentável e consciente.
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